Última a dar início às suas eliminatórias, a Santa Cruz tem a safra mais fraca entre as escolas do Especial e Acesso A. O enredo não ajudou. Teoricamente, seria uma homenagem ao radialista Antônio Carlos, mas, pelo que se viu na sinopse, o desfile falará sobre a história do rádio em geral, começando com sua criação. O radialista estaria presente apenas em uma parte, e parece que isso não foi muito bem assimilado pelos compositores. A maioria das letras dá atenção integral a Antônio Carlos, e, como só parte da sinopse fala sobre ele, os compositores não tiveram material suficiente para produzir um samba com qualidade. A safra é toda muito pobre textualmente. Não há um único samba que apresente maior apuro poético ou informativo. Há algumas boas melodias, mas que não salvam as composições. A Santa Cruz possui compositores competentes que certamente tem capacidade de produzir obras muito superiores. Seja qual for o samba escolhido para 2012, será um dos mais fracos do ano. Uma alternativa para a escola seria tentar uma fusão.
RESUMINDO: Safra mais fraca do ano. Os sambas são pobres em letra e não estão completamente de acordo com a sinopse, que por sua vez também não é boa. Uma fusão poderia ser uma boa opção
Abaixo estão os três melhores sambas da safra da Santa Cruz, na opinião do Carnaval de Avenida.
O samba de Balinha, Douglas Oliveira, Eduardo Barros, Flavinho do Agogô e Léo do Tamborim tem uma letra mais correta, sem termos "trashs". Carece de informações da sinopse, como todos. A melodia não tem grandes momentos, sendo uma das menos marcantes.
Compositores: Balinha, Douglas Oliveira, Eduardo Barros, Flavinho do Agogô e Léo do Tamborim
Intérprete: Igor Vianna
Vem ver, amor
O encanto que a ciência revelou
Transmitindo a imaginação
A invenção se propagou (ô)
E no Brasil, a "era" surgiu
Foi do erudito ao popular
Novelas, romances, platéia a vibrar
A música vai ressoar
Chegou o artista, o protagonista
Que hoje vai brilhar
Vou te levar, inspiração
Sintonizar a estação
Das ondas do rádio... Magia
Pro fundo do seu coração
Quem é... Que toca a alma do povo
Um "líder" trazendo o novo
A força da informação
Quem é a simplicidade do nosso país
Irreverência e animação
Antônio Carlos...
Os personagens entram em cena
Seu bloco declama um poema
No carnaval da emoção
Vai Santa Cruz
Canta bem forte, comunidade
A felicidade é o seu despertar
O grande show vai começar
Outro samba de letra correta mas pobre de informações é o de Hipólito, Hiram Gomes, Marquinho Bombeiro, Serginho Ribeiro e Zé Luiz Bom de Onda. É nítida a tentativa de "encher linguiça" para preencher toda a letra. O diferencial deste é uma melodia mais produzida, que apesar de não ter variações marcantes, deixa a audição mais interessante.
Compositores: Hipólito, Hiram Gomes, Marquinho Bombeiro, Serginho Ribeiro e Zé Luiz Bom de Onda
Intérprete: Luizinho Andanças
O galo já cantou, o dia raiou
O sol nasceu sorrindo
Porção de energia que nos faz sonhar
O show vai começar! Nas ondas do rádio...
Do Recife ao Corcovado
Da elite ao popular surge a voz do Brasil
Em busca da felicidade
Fazendo a mocinha delirar
O romantismo está no ar
De verde e branco, na era de ouro
Fiz a voz de galã, pra você me amar
Dando vida aos sonhos
Em sintonia vou te conquistar
Na transição cultural
Um geminiano apaixonado
Vira atração nacional
Contestador, alegrando o dia a dia
Conforta o coração mais distante
Com fé e esperança, informação e simpatia
Mostrando a receita da felicidade
Em toda sua trajetória
Hoje é você quem faz o final da história
Eu tô ao vivo da Sapucaí, arrastando foliões
Sou Santa Cruz que emoção
Acorda Brasil para escutar
O Show do Antônio Carlos tá no ar
Apesar do terrível verso "narrando alegria em led e hd", o samba de Afonsinho BV, Beto Varandas, Ditão, Márcio da Pizzaria e Márcio das Camisas é o que melhor adequa letra e melodia dentro do possível na limitada safra da Santa Cruz. Apesar de tambem possuir carência de informações e poesia, é mais encorpado e melhor produzido. O Carnaval de Avenida aposta neste samba, mas não descarta a possibilidade de fusão.
Compositores: Afonsinho BV, Beto Varandas, Ditão, Márcio da Pizzaria e Márcio das Camisas
Intérprete: Nêgo
Ligada nas ondas vem a Santa Cruz
Amor... Bom dia!
Do primeiro mundo veio a inspiração
Aqui o rádio surgia
Chegando ao Rio de Janeiro
A voz do Brasil ecoou
"Em busca da felicidade"
Por toda a cidade é a voz do amor
Aí o artista entra em cena
Invade lugares em tom de emoção
E chega a todos os lares
Dando asas a imaginação
Falei pra Juju, vai virar fofoca
Não importa o tempo, eu quero é curtir
O meu horóscopo me diz que estou na moda
Vários personagens na Sapucaí
E hoje minha fantasia
Narrando alegria em led e hd
Nas telas ou ondas do rádio
Antônio Carlos o show é você
Minha acadêmia tão linda e tão bela
Vem pra passarela... Pra te exaltar
Liga "pra geral" do asfalto a favela
Que hoje tem festa no planeta carnaval
Acorda Brasil, já chegou a hora
Tem muita notícia pairando no ar
A nossa cidade está toda prosa
"Se liga", o show vai começar
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Eliminatórias 2012 - Unidos do Porto da Pedra
Como era de se esperar, o enredo patrocinado pela Danone sobre o leite e seus derivados, com foco no iogurte, não rendeu. A safra da Porto da Pedra é bem fraca, fruto de uma sinopse pouco inspiradora. Não faltaram tentativas de trocadilhos com o nome do patrocinador, como "Porto da Pedra dá o nome", além dos verbos "amamentar" e "mamar". Contar o enredo com beleza poética era uma tarefa quase impossível, e não há um único samba sem pelo menos um trecho de gosto duvidoso. Alem do verso "Iogurte é leite, tem saúde e muito mais", que, provavelmente, foi uma exigência do patrocinador, pois aparece em todas as obras. Um ou outro samba conseguiu uma letra elaborada, mas mesmo assim é notória a falta de carnavalização e poetização do enredo. Foi uma opção da escola. Se vai dar certo ou não, é outra história. E que consequências isto pode ter para o Carnaval também.
RESUMINDO: A Porto da Pedra não tem uma safra de sambas-enredo, tem uma safra de jingles comerciais.
Abaixo, os três melhores sambas da safra da Porto da Pedra, na opinião do Carnaval de Avenida.
O samba de Bira, Daniel Katar, Diego Ferreiro, Porkinho, Robinho, Sapinho e Vinicius Amaral se salva pela boa e animada melodia, pois a letra é muito pobre e sem beleza poética. Se sobressai perante os demais quando não se observa suas características técnicas.
Compositores: Bira, Daniel Katar, Diego Ferreiro, Porkinho, Robinho, Sapinho e Vinicius Amaral
Intérprete: Gilsinho
Meu Tigre traz nas garras pra Avenida
O que há milênios inspira o homem a buscar
Um alimento completo e divino
No seio materno
Pude experimentar!
Fortaleceu deuses e antigas nações
Manipulado sofre uma transformação
Assim surgem seus derivados
Fascinando o paladar
Se expandindo com as viagens e o comércio,
Migra para encantar
Quem iria imaginar O velho sonho de ser imortal
Unido a essa seiva alcançava
Pra culinária e medicina, um novo ideal
Na Europa... Novos costumes, tradições
Se espalham... Influenciando a cura e o sabor
Sucesso no mercado mundial
Essa bebida ganha um toque especial
Das mãos mineiras... Que dedicadas à família brasileira
Se junta à tecnologia para encontrar
A fórmula perfeita, o equilíbrio da vida
Um carinho sem igual...
''Iogurte é leite, tem saúde e muito mais...''
Valorizando esse presente bendito
Que num dia enlouquecido
Leva a humanidade pra sambar!
Meu rítmo é fruto dessa fonte de amor
Paixão verdadeira, feroz sem temor
Quebrando as barreiras, cheia de emoção,
Porto da Pedra vai tocar seu coração!
Carlinhos Maciel, Claudinho, Cristiane Mazarim, Doutor Jairo, Jorge Remédio, Marcelo Poesia e Quinzinho conseguiram dar um tom mais poéticos ao enredo, numa das melhores letras da disputa. A melodia não tem grandes momentos, sendo apenas correta. Apesar de não ser excelente, o samba ganha destaque por não ter grandes defeitos.
Compositores: Carlinhos Maciel, Claudinho, Cristiane Mazarim, Doutor Jairo, Jorge Remédio, Marcelo Poesia e Quinzinho
Intérprete: Wantuir
Oh! Divino dom que alimenta minha inspiração
O seio... A natureza... A beleza da amamentação
Instinto materno criando história
Palavras banhadas em rios de fé
O encontro que une o céu e a terra
A deusa... A linda mulher
Caminhos de luz em poesia
A flor faz meu samba brotar
Em contos da mitologia... Seres sagrados vão eternizar
Força, prazer e esperança... Lembranças em meu paladar
Do alimento que me faz cantar
Vem do teu calor a transformação
São tantas delícias... Que tentação!
Iogurte é leite... É saúde... É bem mais
O equilíbrio da vida meu tigre é quem faz
Conquistando a Avenida... Semeando corações
Receitas combinam o sabor
Dando coragem ao imperador
Na minha missão... O ideal
Vou navegar na fantasia
As iguarias saborear
Ver na raiz um sonho embalar
Quero carinho... Oh, minha mãe...
A proteção tão natural
E ao voltar a seu colo...
Bebo energia neste carnaval
É sublime o amor que traz uma vida
Embala nos braços a grande emoção
Porto da pedra seiva a alegria
Faz bater o surdo em seu coração
A trivial expressão "leite de pedra" (ou, no caso, iogurte), é o que define o samba de Bento, Cici Maravilha, Denil, Fernando "Macaco", Oscar Bessa, Tião Califórnia e Vadinho. A letra é bastante poética, apesar de conter inevitáveis versos mais pobres e referências ao patrocinador. A melodia é leve e tem boas variações, que deixam a audição agradável. Os dois refrões são bons. Um oásis no meio do deserto lácteo da Porto da Pedra. O Carnaval de Avenida aposta neste samba.
Compositores: Bento, Cici Maravilha, Denil, Fernando "Macaco", Oscar Bessa, Tião Califórnia e Vadinho
Intérprete: Nêgo
Poema à vida e ao seio jorrando amor
A seiva materna,
Meu Porto da Pedra alimentou
Hera tece o caminho das estrelas
A loba mãe amamentou o grande império
Mistério no desperto da solidão
O mercador viu a transformação
Do leite em primeiro iguaria
A fé se envolveu e foi saborear
Na história, a humanidade vive a cultuar
Na dádiva que fez o animal sagrado
Fermentou fartura e saber
Fonte rica de prazer
No calor dessa receita, deixa coalhar
A combinação perfeita ao paladar
A essência é derivada à mistura dos sabores
É no mel que se adoça a magia dessas cores
Seguiu o alimento vencendo batalhas
Esse doce sabor pelo mundo
Com o tempo rompendo muralhas
Brilhou à luz da civilização
Pelos mares navegou
Embalando a evolução
Está em cada mesa, é gosto singular
Dá nome à sobremesa popular
E ativa as funções vitais
Leveza, o equilíbrio se traduz em beleza
Do dia a dia me refaz
Yogurte é leite, tem saúde e muito mais
Vem no ritmo do Tigre de São Gonçalo
Alimenta seu povo apaixonado
Cada porção traz um cuidado especial
Para o deleite e a emoção no carnaval
RESUMINDO: A Porto da Pedra não tem uma safra de sambas-enredo, tem uma safra de jingles comerciais.
Abaixo, os três melhores sambas da safra da Porto da Pedra, na opinião do Carnaval de Avenida.
O samba de Bira, Daniel Katar, Diego Ferreiro, Porkinho, Robinho, Sapinho e Vinicius Amaral se salva pela boa e animada melodia, pois a letra é muito pobre e sem beleza poética. Se sobressai perante os demais quando não se observa suas características técnicas.
Compositores: Bira, Daniel Katar, Diego Ferreiro, Porkinho, Robinho, Sapinho e Vinicius Amaral
Intérprete: Gilsinho
Meu Tigre traz nas garras pra Avenida
O que há milênios inspira o homem a buscar
Um alimento completo e divino
No seio materno
Pude experimentar!
Fortaleceu deuses e antigas nações
Manipulado sofre uma transformação
Assim surgem seus derivados
Fascinando o paladar
Se expandindo com as viagens e o comércio,
Migra para encantar
Quem iria imaginar O velho sonho de ser imortal
Unido a essa seiva alcançava
Pra culinária e medicina, um novo ideal
Na Europa... Novos costumes, tradições
Se espalham... Influenciando a cura e o sabor
Sucesso no mercado mundial
Essa bebida ganha um toque especial
Das mãos mineiras... Que dedicadas à família brasileira
Se junta à tecnologia para encontrar
A fórmula perfeita, o equilíbrio da vida
Um carinho sem igual...
''Iogurte é leite, tem saúde e muito mais...''
Valorizando esse presente bendito
Que num dia enlouquecido
Leva a humanidade pra sambar!
Meu rítmo é fruto dessa fonte de amor
Paixão verdadeira, feroz sem temor
Quebrando as barreiras, cheia de emoção,
Porto da Pedra vai tocar seu coração!
Carlinhos Maciel, Claudinho, Cristiane Mazarim, Doutor Jairo, Jorge Remédio, Marcelo Poesia e Quinzinho conseguiram dar um tom mais poéticos ao enredo, numa das melhores letras da disputa. A melodia não tem grandes momentos, sendo apenas correta. Apesar de não ser excelente, o samba ganha destaque por não ter grandes defeitos.
Compositores: Carlinhos Maciel, Claudinho, Cristiane Mazarim, Doutor Jairo, Jorge Remédio, Marcelo Poesia e Quinzinho
Intérprete: Wantuir
Oh! Divino dom que alimenta minha inspiração
O seio... A natureza... A beleza da amamentação
Instinto materno criando história
Palavras banhadas em rios de fé
O encontro que une o céu e a terra
A deusa... A linda mulher
Caminhos de luz em poesia
A flor faz meu samba brotar
Em contos da mitologia... Seres sagrados vão eternizar
Força, prazer e esperança... Lembranças em meu paladar
Do alimento que me faz cantar
Vem do teu calor a transformação
São tantas delícias... Que tentação!
Iogurte é leite... É saúde... É bem mais
O equilíbrio da vida meu tigre é quem faz
Conquistando a Avenida... Semeando corações
Receitas combinam o sabor
Dando coragem ao imperador
Na minha missão... O ideal
Vou navegar na fantasia
As iguarias saborear
Ver na raiz um sonho embalar
Quero carinho... Oh, minha mãe...
A proteção tão natural
E ao voltar a seu colo...
Bebo energia neste carnaval
É sublime o amor que traz uma vida
Embala nos braços a grande emoção
Porto da pedra seiva a alegria
Faz bater o surdo em seu coração
A trivial expressão "leite de pedra" (ou, no caso, iogurte), é o que define o samba de Bento, Cici Maravilha, Denil, Fernando "Macaco", Oscar Bessa, Tião Califórnia e Vadinho. A letra é bastante poética, apesar de conter inevitáveis versos mais pobres e referências ao patrocinador. A melodia é leve e tem boas variações, que deixam a audição agradável. Os dois refrões são bons. Um oásis no meio do deserto lácteo da Porto da Pedra. O Carnaval de Avenida aposta neste samba.
Compositores: Bento, Cici Maravilha, Denil, Fernando "Macaco", Oscar Bessa, Tião Califórnia e Vadinho
Intérprete: Nêgo
Poema à vida e ao seio jorrando amor
A seiva materna,
Meu Porto da Pedra alimentou
Hera tece o caminho das estrelas
A loba mãe amamentou o grande império
Mistério no desperto da solidão
O mercador viu a transformação
Do leite em primeiro iguaria
A fé se envolveu e foi saborear
Na história, a humanidade vive a cultuar
Na dádiva que fez o animal sagrado
Fermentou fartura e saber
Fonte rica de prazer
No calor dessa receita, deixa coalhar
A combinação perfeita ao paladar
A essência é derivada à mistura dos sabores
É no mel que se adoça a magia dessas cores
Seguiu o alimento vencendo batalhas
Esse doce sabor pelo mundo
Com o tempo rompendo muralhas
Brilhou à luz da civilização
Pelos mares navegou
Embalando a evolução
Está em cada mesa, é gosto singular
Dá nome à sobremesa popular
E ativa as funções vitais
Leveza, o equilíbrio se traduz em beleza
Do dia a dia me refaz
Yogurte é leite, tem saúde e muito mais
Vem no ritmo do Tigre de São Gonçalo
Alimenta seu povo apaixonado
Cada porção traz um cuidado especial
Para o deleite e a emoção no carnaval
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Eliminatórias 2012 - Inocentes de Belford Roxo
Como sempre acontece, a disputa da Inocentes é a mais obscura entre as escolas dos dois primeiros grupos. Pouco se comenta ou se noticia sobre a safra, que contou apenas com dez parcerias inscritas. O enredo sobre a cidade de Corumbá gerou obras medianas e burocráticas, sem grades destaques e nivelada por baixo. Desde que subiu ao Acesso A, a Inocentes ainda não teve um grande samba, diferente do que acontecia no Grupo B. Aliás, o de 2012 tem chances de ser um dos melhores dos últimos tempos. Algo curioso, já que com a maior visibilidade da escola, era de se esperar que mais compositores tivessem interesse em participar da disputa. Sempre envolvida pela desconfiança de seu presidente ser também presidente da LESGA, a Liga das escolas de samba do Acesso, a Inocentes não deverá ter um dos piores sambas do ano, mas também não terá um grande destaque.
RESUMINDO: Safra com poucas composições e sem grandes destaques. Nivelada por baixo, deverá fornecer à tricolor um samba apenas mediano.
Abaixo, os três melhores sambas da Inocentes de Belford Roxo, na opinião do Carnaval de Avenida.
O samba de Carlos Ferreira, Flávio Viana, Neyzinho do Cavaco, Pixulé, Tiganá e Vinícius Ferreira tem uma letra correta, que carece de riqueza de informações e é empobrecida pelo trocadilho com o termo "freitiço". A melodia também passa bem. Apesar de não ter grandes momentos, deixa a audição agradável.
Compositores: Carlos Ferreira, Flávio Viana, Neyzinho do Cavaco, Pixulé, Tiganá e Vinícius Ferreira
Intérprete: Celino Dias e Tiganá
Trago as vozes no tempo
Um nobre sentimento a iluminar
"Freitiço" que ecoa na floresta em oração
Reluz! no coração da terra
Lendas, sinfonia, fauna e flora nacional
Compondo brasís num mosaico de cores
E o perfume das flores exala no ar...
As margens do rio a transformação
Aliança e guerra... O amor e redenção!
Meu horizonte, maior riqueza
A luz da alma em meu olhar
O paraíso que liberta fantasia
Essa magia faz o povo prosperar
No alvorecer da mata
Sou prenda, sou prata
Vejo a chalana passar
Sinto a brisa...
Ao som do cavaco e viola
Melodias se espalham no ar
Abram alas vou chacoalhar!
Vai... Minha pomba da paz leve meu pavilhão...
Orgulho e felicidade
Canta, cidade do amor
Sou Inocentes... Feliz da vida a cantar!
Sou Guaikuru... Corumbá
"Vale apena preservar" nossa raiz...
Pra ser feliz!
A abordagem do enredo no samba de Mariano Araújo, Nívea Frutuoso, Sheila Fortes, Wander Timbalada e Zé Carlos segue o padrão do enredo sobre cidades, muito usado pela Beija-Flor. A letra é boa e poética, com destaque para a segunda parte, um dos melhores momentos da safra. A melodia também é boa, apesar de não ter momentos muito expressivos. Bom concorrente, acima da média da safra. De ponto negativo, a repetição de versos começado com "Sou" no refrão principal.
Compositores: Mariano Araújo, Nívea Frutuoso, Sheila Fortes, Wander Timbalada e Zé Carlos
Intérprete: ???
Corumbá
Uma sinfonia se faz ecoar
Vou cantar as suas maravilhas
De beleza singular
Um Brasil exuberante altaneiro
Cultura rica em formação que faz
Deslumbrar essa nação
Com os Guaikurus dos Gatós
Forte união, cores do seu pavilhão
Seu canto é quem rege, se faz culminar
A natureza a cantar
Lendas, folclores, sonhos, tradições
Rapsódia verde e amarela
A fauna e a flora e os mananciais
Desaguam na sagrada aquarela
Cinzas da guerra nesse chão
No forte da Santa Conceição
Hoje em plena sintonia
A paz irradia em dois corações
Viola de cocho na roda
Vem pantaneira, chega pra dançar
Sigo o exemplo do Minhocoçu
A natureza vale apena preservar
A esperança no futuro é replantar
Sou Belford Roxo eu sou, canta cidade do amor
Sou Inocentes, Corumbá, bravo guerreiro
Sou Macunaima, mim só quer brincar
Salve o povo brasileiro
A obra mais completa na disputa é a de André Felix, Cláudio Russo, Diego Tavares, Ellen Cristina, Fábio Costa, Rodrigo Leal e Zé Glória. Com uma letra acima do nível da safra e melodia bem produzida, é a composição mais encorpada e melhor desenvolvida tecnicamente. Destaque para a bela primeira parte e para a melodia dos refrões. O Carnaval de Avenida aposta neste samba.
Compositores: André Felix, Cláudio Russo, Diego Tavares, Ellen Cristina, Fábio Costa, Rodrigo Leal e Zé Glória
Intérprete: Luizinho Andanças
Sou guerreiro, brasileiro
A terra é o meu sagrado chão
Conto a minha história,
A trajetória, lenda em forma de canção
”Raíra” da fonte da vida
Cidade ungida na transformação
Nas cinzas da ambição caramujeiro a lutar
A guerra sangrou o meu coração
Para a paz acalentar
Chora viola e me faz lembrar
Os brasis do meu Brasil
É a força de um povo que vai se mostrar
Nesse acorde tão sutil
Vem vem lavar a imagem na festa de São João
O sagrado e o profano, juntos nessa tradição
Venho da fronteira, mulato, mestiço
Desse chão que me abraçou
Sinto uma brisa no ar,
O berrante a tocar e o sol a se por
E na cidade do amor
O teu branco me torna um real sonhador
Um hino ao meu pantanal
Destino que vai desaguar
Vale a pena preservar
Meu coração vai bater mais forte por que
A Inocentes chegou pra brilhar
Por esse amor que me faz viver
Um índio Tupi .... Eu sou Corumbá!
RESUMINDO: Safra com poucas composições e sem grandes destaques. Nivelada por baixo, deverá fornecer à tricolor um samba apenas mediano.
Abaixo, os três melhores sambas da Inocentes de Belford Roxo, na opinião do Carnaval de Avenida.
O samba de Carlos Ferreira, Flávio Viana, Neyzinho do Cavaco, Pixulé, Tiganá e Vinícius Ferreira tem uma letra correta, que carece de riqueza de informações e é empobrecida pelo trocadilho com o termo "freitiço". A melodia também passa bem. Apesar de não ter grandes momentos, deixa a audição agradável.
Compositores: Carlos Ferreira, Flávio Viana, Neyzinho do Cavaco, Pixulé, Tiganá e Vinícius Ferreira
Intérprete: Celino Dias e Tiganá
Trago as vozes no tempo
Um nobre sentimento a iluminar
"Freitiço" que ecoa na floresta em oração
Reluz! no coração da terra
Lendas, sinfonia, fauna e flora nacional
Compondo brasís num mosaico de cores
E o perfume das flores exala no ar...
As margens do rio a transformação
Aliança e guerra... O amor e redenção!
Meu horizonte, maior riqueza
A luz da alma em meu olhar
O paraíso que liberta fantasia
Essa magia faz o povo prosperar
No alvorecer da mata
Sou prenda, sou prata
Vejo a chalana passar
Sinto a brisa...
Ao som do cavaco e viola
Melodias se espalham no ar
Abram alas vou chacoalhar!
Vai... Minha pomba da paz leve meu pavilhão...
Orgulho e felicidade
Canta, cidade do amor
Sou Inocentes... Feliz da vida a cantar!
Sou Guaikuru... Corumbá
"Vale apena preservar" nossa raiz...
Pra ser feliz!
A abordagem do enredo no samba de Mariano Araújo, Nívea Frutuoso, Sheila Fortes, Wander Timbalada e Zé Carlos segue o padrão do enredo sobre cidades, muito usado pela Beija-Flor. A letra é boa e poética, com destaque para a segunda parte, um dos melhores momentos da safra. A melodia também é boa, apesar de não ter momentos muito expressivos. Bom concorrente, acima da média da safra. De ponto negativo, a repetição de versos começado com "Sou" no refrão principal.
Compositores: Mariano Araújo, Nívea Frutuoso, Sheila Fortes, Wander Timbalada e Zé Carlos
Intérprete: ???
Corumbá
Uma sinfonia se faz ecoar
Vou cantar as suas maravilhas
De beleza singular
Um Brasil exuberante altaneiro
Cultura rica em formação que faz
Deslumbrar essa nação
Com os Guaikurus dos Gatós
Forte união, cores do seu pavilhão
Seu canto é quem rege, se faz culminar
A natureza a cantar
Lendas, folclores, sonhos, tradições
Rapsódia verde e amarela
A fauna e a flora e os mananciais
Desaguam na sagrada aquarela
Cinzas da guerra nesse chão
No forte da Santa Conceição
Hoje em plena sintonia
A paz irradia em dois corações
Viola de cocho na roda
Vem pantaneira, chega pra dançar
Sigo o exemplo do Minhocoçu
A natureza vale apena preservar
A esperança no futuro é replantar
Sou Belford Roxo eu sou, canta cidade do amor
Sou Inocentes, Corumbá, bravo guerreiro
Sou Macunaima, mim só quer brincar
Salve o povo brasileiro
A obra mais completa na disputa é a de André Felix, Cláudio Russo, Diego Tavares, Ellen Cristina, Fábio Costa, Rodrigo Leal e Zé Glória. Com uma letra acima do nível da safra e melodia bem produzida, é a composição mais encorpada e melhor desenvolvida tecnicamente. Destaque para a bela primeira parte e para a melodia dos refrões. O Carnaval de Avenida aposta neste samba.
Compositores: André Felix, Cláudio Russo, Diego Tavares, Ellen Cristina, Fábio Costa, Rodrigo Leal e Zé Glória
Intérprete: Luizinho Andanças
Sou guerreiro, brasileiro
A terra é o meu sagrado chão
Conto a minha história,
A trajetória, lenda em forma de canção
”Raíra” da fonte da vida
Cidade ungida na transformação
Nas cinzas da ambição caramujeiro a lutar
A guerra sangrou o meu coração
Para a paz acalentar
Chora viola e me faz lembrar
Os brasis do meu Brasil
É a força de um povo que vai se mostrar
Nesse acorde tão sutil
Vem vem lavar a imagem na festa de São João
O sagrado e o profano, juntos nessa tradição
Venho da fronteira, mulato, mestiço
Desse chão que me abraçou
Sinto uma brisa no ar,
O berrante a tocar e o sol a se por
E na cidade do amor
O teu branco me torna um real sonhador
Um hino ao meu pantanal
Destino que vai desaguar
Vale a pena preservar
Meu coração vai bater mais forte por que
A Inocentes chegou pra brilhar
Por esse amor que me faz viver
Um índio Tupi .... Eu sou Corumbá!
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Eliminatórias 2012 - Portela
Desde o antológico "Menina, quem foi teu mestre", na disputa do Salgueiro em 2009, nenhum samba-enredo havia causado tanto rebuliço entre os sambistas como o da parceria de Wanderley Monteiro. Com moldes diferenciados e muita qualidade, destacou-se desde o início e acabou ofuscando um pouco os demais concorrentes. Excetuando-se esta obra, a safra da Portela é boa e nivelada, com sambas de qualidade. O enredo, sobre as festas da Bahia, ajudou muito e as letras da maioria das obras são muito boas. As melodias, no geral, ficam um pouco atrás. A maioria é pra cima e não possui variações muito marcantes. É grande a curiosidade para saber qual será o desfecho desta disputa, já que a primeira vista o samba de Wanderley Monteiro & Cia parece favorito absoluto. Mas como seu padrão foge ao convencional, tanto em letra quanto em melodia, é preciso saber se a escola vai querer arriscar.
RESUMINDO: A safra possui um samba diferenciado e de muita qualidade, que desde o começo ganhou imensa torcida dos sambistas. Disputa com outros de padrão convencional a preferência da escola pelo que lhe é mais adequado.
Abaixo estão os três sambas que, na opinião do Carnaval de Avenida, são os melhores da Portela.
O samba de Ciraninho, Claúdio França, Diogo Nogueira, Leandro Fregonesi e Rafael dos Santos tem uma letra bastante poética, seguindo o nível da safra. A melodia tem algumas boas e marcantes variações, apesar de, na gravação, estar um pouco lenta. Bom samba, sem nada de espetacular mas sem grandes defeitos.
Compositores: Ciraninho, Claúdio França, Diogo Nogueira, Leandro Fregonesi e Rafael dos Santos
Intérprete: Nêgo
A benção, Bahia!
O samba sai pra festejar e exaltar você...
Hoje a águia encontra um sabiá
Abriram-se as portas da terra sagrada
Aos pés do Bonfim eu vim me banhar
Naveguei nas lindas águas de Iemanjá
Cantei Caymmi ao luar
Provei o gosto do dendê no acarajé
Pedi pra Iansã axé
Ecoam tambores do Candomblé!
Vem no ijexá, no maculelé
Samba e lundu, tem batuquejê
Gira Mamãe Menininha lá no Gantois
Jogo de Angola, bahiana, quero jogar
Filhos de Ghandy, badauê
Pérola Negra do ilê
Desce o Pelô, meu olodum
Tem arrastapé no arraial
Doum... Caruru na festa das crianças
Sexta-feira santa a esperança
Se renova em cada coração
Em devoção sobre o altar do carnaval
De azul e branco na folia
O povo em romaria
É feito uma reza, um ritual
Oh, meu Pai Oxalá
Clareia meu cantar, clareia!
Clareia os caminhos da minha portela
Odoyá, mamãe sereia!
Se a Portela optar por um samba nos moldes convencionais, o de Flávio Viana, Harles Braga, Neyzinho do Cavaco, Paulo Aparício e Vinícius Ferreira é o melhor da safra. Tem uma excelente melodia, original e muito bonita, uma das mais diferenciadas da disputa. A letra é menos poética que a maioria dos demais, mas é boa e possui bons trechos. Forte concorrente.
Compositores: Flávio Viana, Harles Braga, Neyzinho do Cavaco, Paulo Aparício e Vinícius Ferreira
Intérprete: Tinga
Dentro do samba nasci, me criei
E vou conduzir... O meu povo outra vez
Se fez a luz
Brilham Madureira e Oswaldo Cruz
Benções do Senhor do Bonfim pra ficar
Clara... Como as águas de meu Pai Oxalá
Voa... Majestade do samba
Encontro de bambas... Que leva a Bahia
E o povo na rua cantando...
É reza... Carnaval... É alegria!
A Bahia é festa... Eparrei Oya!
Levo Oferendas... Para Iemanjá
Água de cheiro amor, me faz um dengo assim
Minha Portela é tudo pra mim
É o azul que borda o mar... Se misturou a fé
Tem sinos no altar, tambores vão rufar...
Com os ogãs no Candomblé
Chega Portela até parece procissão
Em cada canto uma forma de oração
Atrás do trio vai seguindo a multidão
Toca o afoxé, vamos firmar
Batuque até o amanhecer...
A emoção de um sabiá e a proteção de Olorum
A bateria faz tremer o Pelourinho
E Madureira vai dançar com Olodum
No tabuleiro tem... O seu tempero, baiana
Gira de santo e axé... A noite inteira
Portelense tem a alma guerreira
Divino manto é a nossa bandeira
Eis o tão comentado samba, de Luiz Carlos Máximo, Naldo, Toninho Nascimento e Wanderley Monteiro. Composição que agitou as redes sociais gerando todos os tipos de manifestação a seu favor. Mais uma tentativa de trazer algo novo ao Carnaval, tem melodia muito boa, que remete até a sambas mais antigos. É mais acelerada em alguns trechos, como o refrão principal, o que torna seu canto um pouco mais difícil. A letra é uma verdadeira poesia, com trechos de imensa criatividade. Um sambaço que, sendo vencedor, será um dos melhores do ano. O Carnaval de Avenida aposta neste samba.
Compositores: Luiz Carlos Máximo, Naldo, Toninho Nascimento e Wanderley Monteiro
Intérprete: Pixulé
Meu rei
Senhor do Bonfim alumia
Os caminhos da Portela
Que eu guardo no meu patuá
Eu vim com a proteção dos meus guias
Com Clara Guerreira à Bahia
Cheguei, eu cheguei pra festejar
Deixa levar, nos altares e terreiros
Tem jarro com água de cheiro
Vou jogar flores no mar
No mar
Procissão dos navegantes
Eu também sou almirante
De nossa Senhora Iemanjá
Vou no gongá
Bater tambor
Rezo no altar
Levo o andor
Vem chegando os batuqueiros
Desce a ladeira meu amor
Que a patuscada começou
Eu vim pra rua
Que o samba de roda chegou
Iaiá
De saia rendada em cetim
Bota o tempero na festa
Oi, tem abará e quindim
Portela cheia de encantos
Acolhe a bahia em seu canto
De festas, rezas, rituais
Vestido de azul e branco
Eu venho estender o nosso manto
Aos meus santos do samba que são Orixás
Madureira sobe o Pelô... Tem capoeira
Na batida do tambor... Samba ioiô
Rola o toque de olodum... Lá na Ribeira
A Bahia me chamou
RESUMINDO: A safra possui um samba diferenciado e de muita qualidade, que desde o começo ganhou imensa torcida dos sambistas. Disputa com outros de padrão convencional a preferência da escola pelo que lhe é mais adequado.
Abaixo estão os três sambas que, na opinião do Carnaval de Avenida, são os melhores da Portela.
O samba de Ciraninho, Claúdio França, Diogo Nogueira, Leandro Fregonesi e Rafael dos Santos tem uma letra bastante poética, seguindo o nível da safra. A melodia tem algumas boas e marcantes variações, apesar de, na gravação, estar um pouco lenta. Bom samba, sem nada de espetacular mas sem grandes defeitos.
Compositores: Ciraninho, Claúdio França, Diogo Nogueira, Leandro Fregonesi e Rafael dos Santos
Intérprete: Nêgo
A benção, Bahia!
O samba sai pra festejar e exaltar você...
Hoje a águia encontra um sabiá
Abriram-se as portas da terra sagrada
Aos pés do Bonfim eu vim me banhar
Naveguei nas lindas águas de Iemanjá
Cantei Caymmi ao luar
Provei o gosto do dendê no acarajé
Pedi pra Iansã axé
Ecoam tambores do Candomblé!
Vem no ijexá, no maculelé
Samba e lundu, tem batuquejê
Gira Mamãe Menininha lá no Gantois
Jogo de Angola, bahiana, quero jogar
Filhos de Ghandy, badauê
Pérola Negra do ilê
Desce o Pelô, meu olodum
Tem arrastapé no arraial
Doum... Caruru na festa das crianças
Sexta-feira santa a esperança
Se renova em cada coração
Em devoção sobre o altar do carnaval
De azul e branco na folia
O povo em romaria
É feito uma reza, um ritual
Oh, meu Pai Oxalá
Clareia meu cantar, clareia!
Clareia os caminhos da minha portela
Odoyá, mamãe sereia!
Se a Portela optar por um samba nos moldes convencionais, o de Flávio Viana, Harles Braga, Neyzinho do Cavaco, Paulo Aparício e Vinícius Ferreira é o melhor da safra. Tem uma excelente melodia, original e muito bonita, uma das mais diferenciadas da disputa. A letra é menos poética que a maioria dos demais, mas é boa e possui bons trechos. Forte concorrente.
Compositores: Flávio Viana, Harles Braga, Neyzinho do Cavaco, Paulo Aparício e Vinícius Ferreira
Intérprete: Tinga
Dentro do samba nasci, me criei
E vou conduzir... O meu povo outra vez
Se fez a luz
Brilham Madureira e Oswaldo Cruz
Benções do Senhor do Bonfim pra ficar
Clara... Como as águas de meu Pai Oxalá
Voa... Majestade do samba
Encontro de bambas... Que leva a Bahia
E o povo na rua cantando...
É reza... Carnaval... É alegria!
A Bahia é festa... Eparrei Oya!
Levo Oferendas... Para Iemanjá
Água de cheiro amor, me faz um dengo assim
Minha Portela é tudo pra mim
É o azul que borda o mar... Se misturou a fé
Tem sinos no altar, tambores vão rufar...
Com os ogãs no Candomblé
Chega Portela até parece procissão
Em cada canto uma forma de oração
Atrás do trio vai seguindo a multidão
Toca o afoxé, vamos firmar
Batuque até o amanhecer...
A emoção de um sabiá e a proteção de Olorum
A bateria faz tremer o Pelourinho
E Madureira vai dançar com Olodum
No tabuleiro tem... O seu tempero, baiana
Gira de santo e axé... A noite inteira
Portelense tem a alma guerreira
Divino manto é a nossa bandeira
Eis o tão comentado samba, de Luiz Carlos Máximo, Naldo, Toninho Nascimento e Wanderley Monteiro. Composição que agitou as redes sociais gerando todos os tipos de manifestação a seu favor. Mais uma tentativa de trazer algo novo ao Carnaval, tem melodia muito boa, que remete até a sambas mais antigos. É mais acelerada em alguns trechos, como o refrão principal, o que torna seu canto um pouco mais difícil. A letra é uma verdadeira poesia, com trechos de imensa criatividade. Um sambaço que, sendo vencedor, será um dos melhores do ano. O Carnaval de Avenida aposta neste samba.
Compositores: Luiz Carlos Máximo, Naldo, Toninho Nascimento e Wanderley Monteiro
Intérprete: Pixulé
Meu rei
Senhor do Bonfim alumia
Os caminhos da Portela
Que eu guardo no meu patuá
Eu vim com a proteção dos meus guias
Com Clara Guerreira à Bahia
Cheguei, eu cheguei pra festejar
Deixa levar, nos altares e terreiros
Tem jarro com água de cheiro
Vou jogar flores no mar
No mar
Procissão dos navegantes
Eu também sou almirante
De nossa Senhora Iemanjá
Vou no gongá
Bater tambor
Rezo no altar
Levo o andor
Vem chegando os batuqueiros
Desce a ladeira meu amor
Que a patuscada começou
Eu vim pra rua
Que o samba de roda chegou
Iaiá
De saia rendada em cetim
Bota o tempero na festa
Oi, tem abará e quindim
Portela cheia de encantos
Acolhe a bahia em seu canto
De festas, rezas, rituais
Vestido de azul e branco
Eu venho estender o nosso manto
Aos meus santos do samba que são Orixás
Madureira sobe o Pelô... Tem capoeira
Na batida do tambor... Samba ioiô
Rola o toque de olodum... Lá na Ribeira
A Bahia me chamou
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Eliminatórias 2012 - São Clemente
A preta e amarela tem como característica de sua safra a habitual irreverência, sempre tão presente em seus sambas. Mas poucas parcerias conseguiram adequar perfeitamente este recurso ao enredo de forma inteligente, sem parecer forçado ou "trash". A citação aos musicais foi o grande problema, muitas vezes sendo encaixados de qualquer jeito. Às vezes é mais válido produzir um samba em formato mais convencional do que arriscar a letra. Até porque o enredo sobre musicais nem pede tanta irreverência assim. No geral, a safra é bem fraca, tanto na parte textual quanto melódica. A boa sinopse sugeriria mais criatividade nas composições. Os melhores sambas tem um nível apenas bom, sem grandes destaques. De certa forma, esse nivelamento deixa a disputa mais acirrada. A São Clemente abrirá a segunda noite de desfiles, tornando mais benéfico a escolha de um samba de melodia mais animada e pra cima.
RESUMINDO: Safra fraca, onde faltou mais criatividade para adequar o enredo à irreverência típica da escola. Sem grandes destaques, a disputa é aberta.
A seguir, os três melhores sambas da safra da São Clemente, na opinião do Carnaval de Avenida.
O samba de Flavinho Segal, FM, Grey, Guguinha, Marcos Antunes, Ricardo Góes, Serginho Machado e Vânia tem uma das melhores melodias da safra, com boas e marcantes variações. Destaque para os refrões, sobretudo o central. A letra deixa um pouco a desejar, sendo correta mas sem grandes momentos e com alguns trechos mais pobres, como o "puxa" solto na segunda parte.
Compositores: Flavinho Segal, FM, Grey, Guguinha, Marcos Antunes, Ricardo Góes, Serginho Machado e Vânia
Intérprete: Anderson Paz
Prepare o seu coração
É pura emoção
A sirene acabou de tocar (U-lá-lá)
A orquestra começou
E entoou o meu cantar
Um violino anuncia
Vem viajar na magia
Do meu cabaré, com samba no pé
Vem exibir, pode aplaudir
Será que é sonho meu?
“Sucesso aqui vou eu”
Põe a máscara pra mim
Vem comigo a hora é esta
Não sei viver sem você
És o artista, faz a nossa festa
De tudo aconteceu
Puxa! Aqui Paris é avenida
Hoje o malandro sou eu
Vi a tristeza feliz da vida
Dei um susto o fantasma sumiu ( Búuu )
Sou irreverente
Se o samba empolgou, virou carnaval
Nossa aventura musical
Noviça dançou, ao som da canção
E conquistou meu coração...
Tem bububu no bobobó
Sem sassarico é o “ó”
Bumbum de fora, pernas pro ar
Bravo !!! A São Clemente vai passar
A letra do samba de Alex Jouber, Luiz Carlos Ribeiro, Marquinho Gravino e Victor Hugo Lima é, de longe, a melhor da disputa. Abordagem perfeita do enredo e sacadas muito inteligentes. Excessão na safra. O único "porém" é o refrão principal, mais pobre. A melodia é menos elaborada, sem grandes variações e pouca expressividade. Ganhando mais força melódica, pode crescer bastante. Forte concorrente, com muita qualidade.
Compositores: Alex Jouber, Luiz Carlos Ribeiro, Marquinho Gravino e Victor Hugo Lima
Intérprete: ???
"Atenção" Entre no sonho o show vai começar
Abram as cortinas vamos viajar
Os musicais vão balançar essa avenida
Num despertar vamos refazer essa história
A broadway brasileira vem agora, nessa festa popular
Vendo o astro atuar eu me arrepio de emoção
Se a noviça é rebelde lá no cabaret é uma sensação
Vou me embolar de vez na sua teia
Canta Chiquinha Gonzaga, choros e lundus
Eu vou gritar "ui!" Que coisa louca
Vem cá mulata vou beijar a sua boca
Abre e fecha, sobre e desce "amor"
Jogue a perna deixa a saia "levantar"
Eu quero ver o seu can can de fora
Nessa folia eu te chamo pra sambar
Com o vendaval meu cabelo levantou
Mas a censura superei com bom humor
Na Lapa vi malandro de sereia
Não sei se é vitor ou vitória meu amor
Carona de carroça eu peguei
Com saltimbancos eu até sassariquei
No telhado um violino vou tocar
Com o fantasma "buuu" vou me assustar
Nos meus devaneios deixo uma lição
Ainda há tempo da cultura brotar no seu coração
A magia não pode acabar
O teatro São Clemente está no ar
Hoje tem alegria e muita paixão
Nessa aventura musical vem meu povão
A melhor combinação de letra e melodia está no samba de Armandinho do Cavaco, Carlinhos da Penha, Eugênio Leal, Fadico, J.J.Santos, Luiz IAPTEC e Rodrigo Maia. A letra seria melhor se não fosse por alguns versos menos poéticos que destoam do conjunto e da melodia, esta sim, muito boa. O refrão do meio é o melhor momento de toda a safra. Concorrente mais equilibrado da disputa. O Carnaval de Avenida aposta neste samba.
Compositores: Armandinho do Cavaco, Carlinhos da Penha, Eugênio Leal, Fadico, J.J.Santos, Luiz IAPTEC e Rodrigo Maia
Intérprete: Thiago Brito
A luz acendeu, cortina se abriu
Teatro musical do meu brasil
Vou contracenar com a imaginação
No palco da ilusão
De repente estou em cena
Vejo o maestro regendo o tema
Linda vedete a brilhar é música no ar!
A ribalta vai além da pista
O povo se transforma em artista
Personagem principal da nossa aventura musical
Orfeu na favela viveu grande amor
Divina estrela brilhou
Na roda-viva ninguém vai me censurar
Sassaricando me deixa sambar
De olho na bela? Se liga na fera!
Cuidado, o bicho pode pegar!
Malandro na teia da "Mulher-Aranha"
Noviça Rebelde a cantar
Do alto vem a melodia
Um violino a tocar
Não fuja da raia!
Hoje o fantasma vai te conquistar
Feliz é meu samba que faz o sonho se realizar
Aplausos para a arte verdadeira
Da broadway brasileira
Prepare o seu coração!
Canta Brasil! Eu quero ver!
A São Clemente é superprodução
O inesperado pode acontecer
RESUMINDO: Safra fraca, onde faltou mais criatividade para adequar o enredo à irreverência típica da escola. Sem grandes destaques, a disputa é aberta.
A seguir, os três melhores sambas da safra da São Clemente, na opinião do Carnaval de Avenida.
O samba de Flavinho Segal, FM, Grey, Guguinha, Marcos Antunes, Ricardo Góes, Serginho Machado e Vânia tem uma das melhores melodias da safra, com boas e marcantes variações. Destaque para os refrões, sobretudo o central. A letra deixa um pouco a desejar, sendo correta mas sem grandes momentos e com alguns trechos mais pobres, como o "puxa" solto na segunda parte.
Compositores: Flavinho Segal, FM, Grey, Guguinha, Marcos Antunes, Ricardo Góes, Serginho Machado e Vânia
Intérprete: Anderson Paz
Prepare o seu coração
É pura emoção
A sirene acabou de tocar (U-lá-lá)
A orquestra começou
E entoou o meu cantar
Um violino anuncia
Vem viajar na magia
Do meu cabaré, com samba no pé
Vem exibir, pode aplaudir
Será que é sonho meu?
“Sucesso aqui vou eu”
Põe a máscara pra mim
Vem comigo a hora é esta
Não sei viver sem você
És o artista, faz a nossa festa
De tudo aconteceu
Puxa! Aqui Paris é avenida
Hoje o malandro sou eu
Vi a tristeza feliz da vida
Dei um susto o fantasma sumiu ( Búuu )
Sou irreverente
Se o samba empolgou, virou carnaval
Nossa aventura musical
Noviça dançou, ao som da canção
E conquistou meu coração...
Tem bububu no bobobó
Sem sassarico é o “ó”
Bumbum de fora, pernas pro ar
Bravo !!! A São Clemente vai passar
A letra do samba de Alex Jouber, Luiz Carlos Ribeiro, Marquinho Gravino e Victor Hugo Lima é, de longe, a melhor da disputa. Abordagem perfeita do enredo e sacadas muito inteligentes. Excessão na safra. O único "porém" é o refrão principal, mais pobre. A melodia é menos elaborada, sem grandes variações e pouca expressividade. Ganhando mais força melódica, pode crescer bastante. Forte concorrente, com muita qualidade.
Compositores: Alex Jouber, Luiz Carlos Ribeiro, Marquinho Gravino e Victor Hugo Lima
Intérprete: ???
"Atenção" Entre no sonho o show vai começar
Abram as cortinas vamos viajar
Os musicais vão balançar essa avenida
Num despertar vamos refazer essa história
A broadway brasileira vem agora, nessa festa popular
Vendo o astro atuar eu me arrepio de emoção
Se a noviça é rebelde lá no cabaret é uma sensação
Vou me embolar de vez na sua teia
Canta Chiquinha Gonzaga, choros e lundus
Eu vou gritar "ui!" Que coisa louca
Vem cá mulata vou beijar a sua boca
Abre e fecha, sobre e desce "amor"
Jogue a perna deixa a saia "levantar"
Eu quero ver o seu can can de fora
Nessa folia eu te chamo pra sambar
Com o vendaval meu cabelo levantou
Mas a censura superei com bom humor
Na Lapa vi malandro de sereia
Não sei se é vitor ou vitória meu amor
Carona de carroça eu peguei
Com saltimbancos eu até sassariquei
No telhado um violino vou tocar
Com o fantasma "buuu" vou me assustar
Nos meus devaneios deixo uma lição
Ainda há tempo da cultura brotar no seu coração
A magia não pode acabar
O teatro São Clemente está no ar
Hoje tem alegria e muita paixão
Nessa aventura musical vem meu povão
A melhor combinação de letra e melodia está no samba de Armandinho do Cavaco, Carlinhos da Penha, Eugênio Leal, Fadico, J.J.Santos, Luiz IAPTEC e Rodrigo Maia. A letra seria melhor se não fosse por alguns versos menos poéticos que destoam do conjunto e da melodia, esta sim, muito boa. O refrão do meio é o melhor momento de toda a safra. Concorrente mais equilibrado da disputa. O Carnaval de Avenida aposta neste samba.
Compositores: Armandinho do Cavaco, Carlinhos da Penha, Eugênio Leal, Fadico, J.J.Santos, Luiz IAPTEC e Rodrigo Maia
Intérprete: Thiago Brito
A luz acendeu, cortina se abriu
Teatro musical do meu brasil
Vou contracenar com a imaginação
No palco da ilusão
De repente estou em cena
Vejo o maestro regendo o tema
Linda vedete a brilhar é música no ar!
A ribalta vai além da pista
O povo se transforma em artista
Personagem principal da nossa aventura musical
Orfeu na favela viveu grande amor
Divina estrela brilhou
Na roda-viva ninguém vai me censurar
Sassaricando me deixa sambar
De olho na bela? Se liga na fera!
Cuidado, o bicho pode pegar!
Malandro na teia da "Mulher-Aranha"
Noviça Rebelde a cantar
Do alto vem a melodia
Um violino a tocar
Não fuja da raia!
Hoje o fantasma vai te conquistar
Feliz é meu samba que faz o sonho se realizar
Aplausos para a arte verdadeira
Da broadway brasileira
Prepare o seu coração!
Canta Brasil! Eu quero ver!
A São Clemente é superprodução
O inesperado pode acontecer
sábado, 17 de setembro de 2011
Eliminatórias 2012 - Unidos de Vila Isabel
Se considerarmos a safra da Vila como um todo, está abaixo do ano passado e do esperado para o enredo. Mas se levarmos em conta os melhores sambas, é certo que a escola terá uma das melhores obras do ano. Talvez isso justifique a disputa no bairro de Noel estar tão corrida. Os sambas que provavelmente serão os finalistas, e que dividiram a torcida desde o início, estão bem óbvios. E são excelentes composições, fortes e com algum diferencial. Curioso e louvável a pouca utilização de termos africanos nos sambas como um todo, como poderia se esperar de um enredo sobre Angola. Pode ser resultado da ausência dos mesmos na excelente sinopse de Rosa Magalhães. Outra característica comum aos sambas é serem adequados à posição de desfile da escola. A Vila vai encerrar as apresentações de domingo como a sétima escola a desfilar, algo que não acontece desde 2007. O samba precisa ser forte e contagiante, pois os componentes e o público já estarão mais cansados do que de costume. Aprovadas nos pré-requisitos, cabem às parcerias favoritas mostrarem suas demais qualidades a cada eliminatória.
RESUMINDO: Como um todo a safra decepciona, mas os favoritos são alguns dos melhores do ano. Muito qualificados e com seus diferencias, tornam a disputa entre si aberta.
Abaixo estão os três sambas que, na opinião do Carnaval de Avenida, são os melhores das eliminatórias da Vila Isabel.
O samba de Carlos Palha, Guilherme Salgueiro, Márcio Hilário, Rafael Zimmermann e Walace Professor é o que mais se encaixa nos moldes contemporâneos. Tem uma letra muito rica e com ótimas sacadas, além de fazer uma excelente abordagem do enredo. A melodia também é muito forte, sendo apenas um pouco quebrada em algumas partes. Um bom concorrente que, no conjunto, é bastante correto.
Compositores: Carlos Palha, Guilherme Salgueiro, Márcio Hilário, Rafael Zimmermann e Walace Professo
Intérprete: Leandro Santos
Com a luz dos ancestrais
A alvorada vem revelar
Histórias de guerreiros tão valentes
O coração do mundo a pulsar
Angola, mística dos negros rituais
Olhos claros contam lendas bestiais
Cobiça traduzida em escravidão
Batismo de morte, ferro e açoite
Estarão em seu destino a saudade e a solidão
Jinga, inspiração de fé, liberdade!
Da matamba traz axé, é rainha!
O Quilombo na avenida é a Vila!
O batuque de verdade
É a minha identidade!
O cais se transforma, trazendo esperança
Divina a festa no passo das danças
Tambores baianos louvando Olorum
É a nova cidade, o ilê de Oxum
No quintal de Ciata nasceu
Tradição que virou carnaval
Cultura do Brasil se faz presente em além-mar
E os povos irmanados podem juntos celebrar
Raízes de Martinho
Sonhando um sonho pela igualdade
Da língua que nos une
O samba é expressão
Uma só nação
Semba de lá, samba de cá
Salve a terra de noel
Vem Luanda abençoar
Canto as cores que brilham no céu
Vila Isabel
É preciso mais de uma audição para perceber todas as sutilezas do samba de Carlinhos Petisco, Jorge Agrião, Mart'Nália, Raoni Ventapane e Serginho 20. A melodia é cheia de variações e começa pra baixo e mais pesada, ao falar da escravidão, e vai crescendo até ficar alegre e animada no final, ao mostrar o canto livre. A letra também é sensacional, sem nenhum tipo de clichê ou verso apelativo, algo raro hoje em dia. Os "Lêlêlêlês" são ótimos e dão um charme a mais à composição. Fortíssimo concorrente.
Compositores: Carlinhos Petisco, Jorge Agrião, Mart'Nália, Raoni Ventapane e Serginho 20
Intérprete: Gilsinho
Vai ecoar, meu cantar lamento negro no céu
Minha emoção já via desfilar na nossa voz que é a Vila Isabel
Um dia tudo se misturou, surgiu a espécie em mananciais
A negritude se enraizoou no berço e colo dos ancestrais
E agora tua lua divina ilumina o guerreiro
No Quilombo ele foi teu fiel escudeiro
Lá no nDongo e matamba não foi tudo em vão
Num sopro de vida nascia um novo ideal
A guerreira rainha... Lutou
Pro seu povo nJinga... Amor
Com sua sabedoria a mãe negra se eternizava
Cumpriu sua missão sem ser escrava
Mas chegar ao cais marcou demais no peito
Mesmo sendo renomeado, batismo, catequizado respeito
Foi um tal marques que era um português
Pensou que já estava numa boa
E a brisa de Luanda hoje é a Gamboa
No coração, rei e rainha para coroar
E o divino foram celebrar irmão festeiro na memória
Mas o barbeiro foi violeiro que o rio ouviu
Batuque dança nova flor se abriu
E lá na casa da Tia Ciata, um samba
Eu tenho orgulho da minha escola
Martinho camarada de Angola seu canto livre ecoou
A Vila com raça, em dia de graça
Seu manto é pura raiz
Encanta a massa e hoje congraça
Só ela me faz feliz
Lêêêêêê lê lê lê lê lê lê lê lê lê lá é semba
Lêêêêêê lê lê lê lê lê lê lê lê lê cá é samba
Repleta de campeões, a parceria de André Diniz, Arlindo Cruz, Artur das Ferragens, Evandro Bocão e Leonel produziu um samba muito bonito, que não se prende muito ao enredo. Mexe com os brios do torcedor, sobretudo ao lembrar de Kizomba, que deu o primeiro título à Vila em 1988. Também se assemelha ao próprio samba de 88 na estrutura, tendo no lugar do refrão do meio versos parecidos, mas que não se repetem. A melodia é excelente, com ótimas variações em todo o samba. A segunda parte possui contracantos, algo que Martinho da Vila utilizou na primeira versão do samba de 2010, mas que posteriormente acabou sendo modificado. Pode ser arriscado para a harmonia da escola utilizar tal recurso, mas é um atrativo a mais da obra. O Carnaval de Avenida aposta neste samba.
Compositores: André Diniz, Arlindo Cruz, Artur das Ferragens, Evandro Bocão e Leonel
Intérprete: Wander Pires
Vibra óh minha Vila
A sua alma tem negra vocação
Somos a pura raiz do samba
Bate meu peito à sua pulsação
Incorpora outra vez Kizomba e segue na missão
Tambor africano ecoando, solo feiticeiro
Na cor da pele, o negro
Fogo aos olhos que invadem,
Pra quem é de lá
Forja o orgulho, chama pra lutar
Reina ginga ê matamba vem ver a lua de Luanda nos guiar
Reina ginga ê matamba negra de Zambi, sua terra é seu altar
Somos cultura que embarca
Navio negreiro, correntes da escravidão
Temos o sangue de Angola
Correndo na veia, luta e libertação
A saga de ancestrais
Que por aqui perpetuou
A fé, os rituais, um elo de amor
Pelos terreiros (Dança, jongo, capoeira)
Nasci o samba (Ao sabor de um chorinho)
Tia Ciata embalou
Com braços de violões e cavaquinhos a tocar
Nesse cortejo (A herança verdadeira)
A nossa Vila (Agradece com carinho)
Viva o povo de Angola e o negro Rei Martinho
Semba de lá, que eu sambo de cá
Já clareou o dia de paz
Vai ressoar o canto livre
Nos meus tambores, o sonho vive
RESUMINDO: Como um todo a safra decepciona, mas os favoritos são alguns dos melhores do ano. Muito qualificados e com seus diferencias, tornam a disputa entre si aberta.
Abaixo estão os três sambas que, na opinião do Carnaval de Avenida, são os melhores das eliminatórias da Vila Isabel.
O samba de Carlos Palha, Guilherme Salgueiro, Márcio Hilário, Rafael Zimmermann e Walace Professor é o que mais se encaixa nos moldes contemporâneos. Tem uma letra muito rica e com ótimas sacadas, além de fazer uma excelente abordagem do enredo. A melodia também é muito forte, sendo apenas um pouco quebrada em algumas partes. Um bom concorrente que, no conjunto, é bastante correto.
Compositores: Carlos Palha, Guilherme Salgueiro, Márcio Hilário, Rafael Zimmermann e Walace Professo
Intérprete: Leandro Santos
Com a luz dos ancestrais
A alvorada vem revelar
Histórias de guerreiros tão valentes
O coração do mundo a pulsar
Angola, mística dos negros rituais
Olhos claros contam lendas bestiais
Cobiça traduzida em escravidão
Batismo de morte, ferro e açoite
Estarão em seu destino a saudade e a solidão
Jinga, inspiração de fé, liberdade!
Da matamba traz axé, é rainha!
O Quilombo na avenida é a Vila!
O batuque de verdade
É a minha identidade!
O cais se transforma, trazendo esperança
Divina a festa no passo das danças
Tambores baianos louvando Olorum
É a nova cidade, o ilê de Oxum
No quintal de Ciata nasceu
Tradição que virou carnaval
Cultura do Brasil se faz presente em além-mar
E os povos irmanados podem juntos celebrar
Raízes de Martinho
Sonhando um sonho pela igualdade
Da língua que nos une
O samba é expressão
Uma só nação
Semba de lá, samba de cá
Salve a terra de noel
Vem Luanda abençoar
Canto as cores que brilham no céu
Vila Isabel
É preciso mais de uma audição para perceber todas as sutilezas do samba de Carlinhos Petisco, Jorge Agrião, Mart'Nália, Raoni Ventapane e Serginho 20. A melodia é cheia de variações e começa pra baixo e mais pesada, ao falar da escravidão, e vai crescendo até ficar alegre e animada no final, ao mostrar o canto livre. A letra também é sensacional, sem nenhum tipo de clichê ou verso apelativo, algo raro hoje em dia. Os "Lêlêlêlês" são ótimos e dão um charme a mais à composição. Fortíssimo concorrente.
Compositores: Carlinhos Petisco, Jorge Agrião, Mart'Nália, Raoni Ventapane e Serginho 20
Intérprete: Gilsinho
Vai ecoar, meu cantar lamento negro no céu
Minha emoção já via desfilar na nossa voz que é a Vila Isabel
Um dia tudo se misturou, surgiu a espécie em mananciais
A negritude se enraizoou no berço e colo dos ancestrais
E agora tua lua divina ilumina o guerreiro
No Quilombo ele foi teu fiel escudeiro
Lá no nDongo e matamba não foi tudo em vão
Num sopro de vida nascia um novo ideal
A guerreira rainha... Lutou
Pro seu povo nJinga... Amor
Com sua sabedoria a mãe negra se eternizava
Cumpriu sua missão sem ser escrava
Mas chegar ao cais marcou demais no peito
Mesmo sendo renomeado, batismo, catequizado respeito
Foi um tal marques que era um português
Pensou que já estava numa boa
E a brisa de Luanda hoje é a Gamboa
No coração, rei e rainha para coroar
E o divino foram celebrar irmão festeiro na memória
Mas o barbeiro foi violeiro que o rio ouviu
Batuque dança nova flor se abriu
E lá na casa da Tia Ciata, um samba
Eu tenho orgulho da minha escola
Martinho camarada de Angola seu canto livre ecoou
A Vila com raça, em dia de graça
Seu manto é pura raiz
Encanta a massa e hoje congraça
Só ela me faz feliz
Lêêêêêê lê lê lê lê lê lê lê lê lê lá é semba
Lêêêêêê lê lê lê lê lê lê lê lê lê cá é samba
Repleta de campeões, a parceria de André Diniz, Arlindo Cruz, Artur das Ferragens, Evandro Bocão e Leonel produziu um samba muito bonito, que não se prende muito ao enredo. Mexe com os brios do torcedor, sobretudo ao lembrar de Kizomba, que deu o primeiro título à Vila em 1988. Também se assemelha ao próprio samba de 88 na estrutura, tendo no lugar do refrão do meio versos parecidos, mas que não se repetem. A melodia é excelente, com ótimas variações em todo o samba. A segunda parte possui contracantos, algo que Martinho da Vila utilizou na primeira versão do samba de 2010, mas que posteriormente acabou sendo modificado. Pode ser arriscado para a harmonia da escola utilizar tal recurso, mas é um atrativo a mais da obra. O Carnaval de Avenida aposta neste samba.
Compositores: André Diniz, Arlindo Cruz, Artur das Ferragens, Evandro Bocão e Leonel
Intérprete: Wander Pires
Vibra óh minha Vila
A sua alma tem negra vocação
Somos a pura raiz do samba
Bate meu peito à sua pulsação
Incorpora outra vez Kizomba e segue na missão
Tambor africano ecoando, solo feiticeiro
Na cor da pele, o negro
Fogo aos olhos que invadem,
Pra quem é de lá
Forja o orgulho, chama pra lutar
Reina ginga ê matamba vem ver a lua de Luanda nos guiar
Reina ginga ê matamba negra de Zambi, sua terra é seu altar
Somos cultura que embarca
Navio negreiro, correntes da escravidão
Temos o sangue de Angola
Correndo na veia, luta e libertação
A saga de ancestrais
Que por aqui perpetuou
A fé, os rituais, um elo de amor
Pelos terreiros (Dança, jongo, capoeira)
Nasci o samba (Ao sabor de um chorinho)
Tia Ciata embalou
Com braços de violões e cavaquinhos a tocar
Nesse cortejo (A herança verdadeira)
A nossa Vila (Agradece com carinho)
Viva o povo de Angola e o negro Rei Martinho
Semba de lá, que eu sambo de cá
Já clareou o dia de paz
Vai ressoar o canto livre
Nos meus tambores, o sonho vive
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Eliminatórias 2012 - Mocidade Independente de Padre Miguel
No último Carnaval a Mocidade só não voltou no desfile das campeãs por causa do quesito desempate, samba-enredo. Perdeu a vaga para a Imperatriz, que tinha o Estandarte de Ouro no quesito, enquanto a escola de Padre Miguel possuia apenas um oba-oba que começava com "Tá todo mundo aí? Levanta a mão...". Ao que parece, esse fato fez muito bem pra escola, pois a safra para 2012 é uma das melhores dos últimos tempos. A Mocidade tem ótimos sambas para escolher, mais de uma opção para ter um dos destaques do ano. O enredo também ajudou muito. Após alguns temas de difícil assimilação e musicalização, a escola apresentará Portinari. Um enredo muito rico e que proporcionou aos compositores bastante material para composições inspiradas, ajudados pela boa sinopse de Alexandre Louzada. Há muito tempo a Mocidade vem tentando se reencontrar e, pelo menos no que diz respeito a samba-enredo, parece que já está conseguindo (apesar da precoce escolha do enredo para 2013 ser um pouco desanimadora. Mas foco em 2012).
RESUMINDO: Excelente enredo, excelente safra. A Mocidade dificilmente não terá um dos melhores sambas do ano.
A seguir, os três melhores sambas da Mocidade para 2012, na opinião do Carnaval de Avenida.
O samba de Arlindo Neto, Gustavo Henrique, Jorginho Medeiros e Marquinho Índio tem uma melodia dolente e boas variações. A letra é mais compacta mas não deixa de ser bonita e ter boas sacadas. Os refrões são ótimos, explosivos sem deixarem de ser melodiosos. Samba muito bem produzido.
Compositores: Arlindo Neto, Gustavo Henrique, Jorginho Medeiros e Marquinho Índio
Intérprete: Wander Pires
Meu samba vai despertar
O "artista", e encantar toda cidade
Viaja num sonho de cores
Batendo os tambores
Pintou mocidade
Vem deixa o meu povo te levar
Hoje a nossa estrela vai brilhar
Em cada traço a inspiração
Emoção...
Sou menino sonhador... Amor
Sou herói desbravador... E vou buscar
A vitória que a arte emoldurou
E deu o tom do meu cantar
Nessa missão agradeço a deus
Pela fé que me faz sonhar
O dom me lança em seu caminho
Não dá pra ser feliz sozinho
Samba, "cândido", samba
Desenho o poema a luz do luar
É hoje que eu ''morro'' de felicidade
Eu sou favela, eu tô na tela
Nessa aquarela
Com a minha Mocidade
Guerra eu não quero mais
Eu peço paz, pro mundo mais feliz
Padre Miguel escola querida
Por ti darei a vida
A obra de Anderson Viana, Beto Martins, Bira Fernandes e Ricardo Mendonça se destaca por ter uma melodia mais clássica e pra baixo, similar aos sambas um pouco mais antigos. Assim como a letra, não é previsível e não contém clichês. É, de certa forma, ousado, por ter características diferentes do que se tornou convenção no quesito e do que a escola vem escolhendo. Mas essa ousadia é louvável e o samba é excelente. Uma boa opção para a Mocidade mostrar que está renovada.
Compositores: Anderson Viana, Beto Martins, Bira Fernandes e Ricardo Mendonça
Intérprete: Gilsinho
Brilhou a luz do gênio no universo
Meu samba vai em prosa e verso, despertar!
Anjos anunciam a chegada nesta festa emoldurada, vem sonhar!
Pinta por nós a estrela na cor da bandeira do meu pavilhão.
Lembra na sua mocidade,
As brincadeiras refletiam no papel.
Na lavoura do café, onde as pipas e os balões colorem o céu.
Caravelas descobrindo o seu Brasil
Fauna e flora, nossa mãe gentil.
Por ti, portinari, rompemos a tela
Quantas belezas nessa aquarela.
Seus traços retratam a realidade, o simples não pode faltar
O morro também a favela a música popular.
O samba desce a ladeira e encanta
O povão a esperar a nossa escola na avenida.
Santas cenas bíblicas, de fé e amor
Lá no sertão, os retirantes, sofrimento e dor.
Um dia a alegria vai chegando ao fim!
O adeus ao seu pincel, bravamente superou
Pintando em lápis de cor!
Dom Quixote de la mancha, empunhando sua lança
Histórias que drummond poetizou.
O sentimento expressado no painel
Diz muito mais do que agente pode ver
O mal do mundo, o bem-estar, o desigual
Guerra e paz no carnaval!
A Mocidade é o quadro da felicidade
Na parede da igualdade
Da galeria de Padre Miguel!
Não há muito o que falar do samba de Diego Nicolau, Gabriel Teixeira e Gustavo Soares. Uma poesia singular que não se vê todos os dias em um samba-enredo. Simplesmente emocionante. Há quem reclame da repetição da palavra "mocidade" no refrão principal, que, aliás, tem uma melodia linda. Possivelmente foi proposital, uma vez se referindo à escola e na outra à juventude. Essa brincadeira com a palavra está, inclusive, presente na sinopse. Sendo o escolhido, é canditato a melhor do ano. Sambaço. O Carnaval de Avenida aposta neste samba.
Compositores: Diego Nicolau, Gabriel Teixeira e Gustavo Soares
Intérprete: Diego Nicolau
Eu guardei em mim
A mais linda inspiração
Pra exaltar em tua arte
A brasilidade de sua expressão
Desperta gênio pintor
Mostra teu talento, revela o dom
Deixa a estrela guiar
Faz do firmamento, seu eterno lar
Solto no céu feito pipa a voar
Quero te ver qual menino feliz
Planta a semente do sonho em verde matiz
Emoção, me leva...
Livre pincel a deslizar
Vou navegar, desbravador
Um errante sonhador
Voar pelas asas de um anjo
Num céu de azulejos pedir proteção
Vida de um retirante
No sol escaldante que queima o sertão
Moinhos vencer... Histórias de amor
Riscar poesias em lápis de cor
Você, que do morro fez vida real
Pintou nossos lares num lindo mural
Você, retratando a alma, se fez ideal
Meu samba canta mensagens de "guerra e paz"
Seu nome será imortal em nosso carnaval
É por ti que a mocidade canta
Portinari, minha aquarela
Rompendo a tela, a realidade
Na voz da minha Mocidade
RESUMINDO: Excelente enredo, excelente safra. A Mocidade dificilmente não terá um dos melhores sambas do ano.
A seguir, os três melhores sambas da Mocidade para 2012, na opinião do Carnaval de Avenida.
O samba de Arlindo Neto, Gustavo Henrique, Jorginho Medeiros e Marquinho Índio tem uma melodia dolente e boas variações. A letra é mais compacta mas não deixa de ser bonita e ter boas sacadas. Os refrões são ótimos, explosivos sem deixarem de ser melodiosos. Samba muito bem produzido.
Compositores: Arlindo Neto, Gustavo Henrique, Jorginho Medeiros e Marquinho Índio
Intérprete: Wander Pires
Meu samba vai despertar
O "artista", e encantar toda cidade
Viaja num sonho de cores
Batendo os tambores
Pintou mocidade
Vem deixa o meu povo te levar
Hoje a nossa estrela vai brilhar
Em cada traço a inspiração
Emoção...
Sou menino sonhador... Amor
Sou herói desbravador... E vou buscar
A vitória que a arte emoldurou
E deu o tom do meu cantar
Nessa missão agradeço a deus
Pela fé que me faz sonhar
O dom me lança em seu caminho
Não dá pra ser feliz sozinho
Samba, "cândido", samba
Desenho o poema a luz do luar
É hoje que eu ''morro'' de felicidade
Eu sou favela, eu tô na tela
Nessa aquarela
Com a minha Mocidade
Guerra eu não quero mais
Eu peço paz, pro mundo mais feliz
Padre Miguel escola querida
Por ti darei a vida
A obra de Anderson Viana, Beto Martins, Bira Fernandes e Ricardo Mendonça se destaca por ter uma melodia mais clássica e pra baixo, similar aos sambas um pouco mais antigos. Assim como a letra, não é previsível e não contém clichês. É, de certa forma, ousado, por ter características diferentes do que se tornou convenção no quesito e do que a escola vem escolhendo. Mas essa ousadia é louvável e o samba é excelente. Uma boa opção para a Mocidade mostrar que está renovada.
Compositores: Anderson Viana, Beto Martins, Bira Fernandes e Ricardo Mendonça
Intérprete: Gilsinho
Brilhou a luz do gênio no universo
Meu samba vai em prosa e verso, despertar!
Anjos anunciam a chegada nesta festa emoldurada, vem sonhar!
Pinta por nós a estrela na cor da bandeira do meu pavilhão.
Lembra na sua mocidade,
As brincadeiras refletiam no papel.
Na lavoura do café, onde as pipas e os balões colorem o céu.
Caravelas descobrindo o seu Brasil
Fauna e flora, nossa mãe gentil.
Por ti, portinari, rompemos a tela
Quantas belezas nessa aquarela.
Seus traços retratam a realidade, o simples não pode faltar
O morro também a favela a música popular.
O samba desce a ladeira e encanta
O povão a esperar a nossa escola na avenida.
Santas cenas bíblicas, de fé e amor
Lá no sertão, os retirantes, sofrimento e dor.
Um dia a alegria vai chegando ao fim!
O adeus ao seu pincel, bravamente superou
Pintando em lápis de cor!
Dom Quixote de la mancha, empunhando sua lança
Histórias que drummond poetizou.
O sentimento expressado no painel
Diz muito mais do que agente pode ver
O mal do mundo, o bem-estar, o desigual
Guerra e paz no carnaval!
A Mocidade é o quadro da felicidade
Na parede da igualdade
Da galeria de Padre Miguel!
Não há muito o que falar do samba de Diego Nicolau, Gabriel Teixeira e Gustavo Soares. Uma poesia singular que não se vê todos os dias em um samba-enredo. Simplesmente emocionante. Há quem reclame da repetição da palavra "mocidade" no refrão principal, que, aliás, tem uma melodia linda. Possivelmente foi proposital, uma vez se referindo à escola e na outra à juventude. Essa brincadeira com a palavra está, inclusive, presente na sinopse. Sendo o escolhido, é canditato a melhor do ano. Sambaço. O Carnaval de Avenida aposta neste samba.
Compositores: Diego Nicolau, Gabriel Teixeira e Gustavo Soares
Intérprete: Diego Nicolau
Eu guardei em mim
A mais linda inspiração
Pra exaltar em tua arte
A brasilidade de sua expressão
Desperta gênio pintor
Mostra teu talento, revela o dom
Deixa a estrela guiar
Faz do firmamento, seu eterno lar
Solto no céu feito pipa a voar
Quero te ver qual menino feliz
Planta a semente do sonho em verde matiz
Emoção, me leva...
Livre pincel a deslizar
Vou navegar, desbravador
Um errante sonhador
Voar pelas asas de um anjo
Num céu de azulejos pedir proteção
Vida de um retirante
No sol escaldante que queima o sertão
Moinhos vencer... Histórias de amor
Riscar poesias em lápis de cor
Você, que do morro fez vida real
Pintou nossos lares num lindo mural
Você, retratando a alma, se fez ideal
Meu samba canta mensagens de "guerra e paz"
Seu nome será imortal em nosso carnaval
É por ti que a mocidade canta
Portinari, minha aquarela
Rompendo a tela, a realidade
Na voz da minha Mocidade
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