O confuso enredo da Estácio acabou resultando em uma safra mediana e inexpressiva. O associação de Luma de Oliveira com as festas pelo Brasil continua sem maiores explicações, e a modelo é apenas lembrada pelas composições, sem ganhar mais destaque. Apesar dela ser uma figura conhecida no mundo do samba, não tem uma maior relevância para o Carnaval brasileiro como um todo, fazendo com que a homenagem acabe ficando forçada. O grande enfoque do enredo é, no fim das contas, um tema batido, que gerou sambas batidos. Não há nenhuma grande obra concorrendo na vermelho e branco, apesar de haver, sim, boas opções. O que acontece é que a maioria dos sambas é um apanhado de elementos que passam todos os anos diversas vezes pela Sapucaí. Não há nenhuma grande novidade nas letras e as melodias não conseguem compensar. O samba da Estácio poderá servir bem ao desfile mas nem de longe será uma obra lembrada nos próximos anos.
RESUMINDO: Safra fraca, prejudicada pelo enredo. A associação de Luma de Oliveira com as festas brasileiras não é justificada. Há bons sambas mas faltou originalidade.
Abaixo estão os três melhores sambas da disputa da Estácio, na opinião do Carnaval de Avenida.
O samba de
Alexandre Moraes, Comendador Eloi, Hugo Bruno, Osmar, Wilsinho Paz e Zé Luiz tem seu grande destaque no refrão do meio, que usa o pouco original recurso de "pergunta e resposta" mas tem um ritmo muito bom. E é uma das poucas obras que lembra de Luma em outras partes do samba, não somente no final. A letra é razoável, no nível das demais. A melodia, mais dolente, é uma das melhores da disputa.
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