A preta e amarela tem como característica de sua safra a habitual irreverência, sempre tão presente em seus sambas. Mas poucas parcerias conseguiram adequar perfeitamente este recurso ao enredo de forma inteligente, sem parecer forçado ou "trash". A citação aos musicais foi o grande problema, muitas vezes sendo encaixados de qualquer jeito. Às vezes é mais válido produzir um samba em formato mais convencional do que arriscar a letra. Até porque o enredo sobre musicais nem pede tanta irreverência assim. No geral, a safra é bem fraca, tanto na parte textual quanto melódica. A boa sinopse sugeriria mais criatividade nas composições. Os melhores sambas tem um nível apenas bom, sem grandes destaques. De certa forma, esse nivelamento deixa a disputa mais acirrada. A São Clemente abrirá a segunda noite de desfiles, tornando mais benéfico a escolha de um samba de melodia mais animada e pra cima.
RESUMINDO: Safra fraca, onde faltou mais criatividade para adequar o enredo à irreverência típica da escola. Sem grandes destaques, a disputa é aberta.
A seguir, os três melhores sambas da safra da São Clemente, na opinião do Carnaval de Avenida.
O samba de
Flavinho Segal, FM, Grey, Guguinha, Marcos Antunes, Ricardo Góes, Serginho Machado e Vânia tem uma das melhores melodias da safra, com boas e marcantes variações. Destaque para os refrões, sobretudo o central. A letra deixa um pouco a desejar, sendo correta mas sem grandes momentos e com alguns trechos mais pobres, como o "puxa" solto na segunda parte.
Se esqueceu do samba composto por André Duarte
ResponderExcluirVejo que, com todos os defeitos a qual esse samba possa ter.. ( Digo em relação ao último ), tem uma fácil identificação, o que ajuda o público a cantar junto e a ler o enredo contado na avenida. Talvez possa funcionar na marques, mas não é um grande samba e, na verdade, está longe disso.
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